15 de jul. de 2013

Patologia: Etimologia

Etimologicamente, o termo Patologia significa estudo das doenças (do gr.phatos = doença, e logos = estudo, doutrina). No entanto, é preciso considerar que o conceito de Patologia não abrange, todos os aspectos das doenças, que são muito numeroso e poderiam confundir Patologia Humana com a Medicina. Esta, sim, aborda todos os elementos ou componentes das doenças em relação com os doentes. Na verdade, a Medicina é arte e a ciência de promover saúde e prevenir, curar ou minorar os sofrimentos produzidos pelas doenças. 
De modo prático, a Patologia pode ser entendida como a ciência que estuda as causas das doenças, os mecanismos que as produzem, os locais onde ocorrem e as alterações morfológicas e funcionais que apresentam. Tratando desses aspectos, a Patologia fornece as bases para o entendimento de outros elementos essenciais das doenças, como as manifestações clínicas, diagnóstico, evolução e prognóstico. Nesse contexto, portanto, a Patologia é uma parte de um todo maio que é a Medicina.

Bogliolo, Luigi, 1908-1981
Bgliolo, patologia geral / [editado por] Geraldo Brasileiro Filho. - 4.ed - Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 2009.

Laís de Souza e Silva


30 de jun. de 2013

Leitura nas Férias

Ah como é bom entrar de férias, quem bem sabe passamos o período inteiro de cara nos livros didáticos e mal temos tempo para fazer uma leitura mais gostosa, final de período então estamos clamando por férias e depois de aprovados a última coisa que queremos ver são livros!
PARA TUDO!
Não pode galera, apesar de tudo o hábito da leitura é fundamental para  trato da saúde mental. Assim como praticamos exercícios físicos para manter a saúde do corpo é preciso também praticar exercícios intelectuais para manter a mente em forma, ler é só uma das muitas opções.
"a leitura de livros pode ser um exercício valioso para o cérebro, já que quando lemos, o sangue flui para diversas áreas associadas à concentração e, no caso de uma leitura mais crítica, também para áreas menos ativas do cérebro".
Ler ajuda a melhorar desvios de concentração, é um excelente exercício de memória, ajuda no desenvolvimento de nosso senso crítico e analítico, melhora nossa compreensão do idioma e enriquece nosso vocabulário, agiliza o raciocínio, amplia nosso conhecimento cultural, estimula a criatividade e nos faz não ter aquela sensação de volta às aulas em que parece que esquecemos até como se escreve rsrs
Você está esperando o que para começar a cultivar este hábito maravilhoso?!
Comprometa-se em ler algumas páginas por dia, seja do jornal, uma revista, livros e se a leitura não estiver agradável não se detenha em trocar o material, a parte gostosa deste hábito é mergulhar em mundo novo, inexplorado e emocionante, além de ganhar muitos benefícios.
Alguns livro que li e estou recomendando:


1. O LADO BOM DA VIDA: conta a história de um professor de 30 e poucos anos chamado Pat Peoples, o cara está saindo de uma instituição psiquiátrica e ele não se lembra porque estava lá. O livro vai revelando este mistério explorando os relacionamentos de Pat com sua história do passado, seu momento presente e a necessidade de seguir em frente, especialmente depois que ele conhece a também paciente psiquiátrica Tiffany.


2. AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO: ou GAME OF THRONES, Guerras dos Tronos conta uma história sobre poder, valores, honra e vingança, com personagens envolventes o autor, George R.R. Martin, nos leva para outro mundo e nos encanta com seus personagens cativantes, impossível até não gostar dos "vilões". Já virou série da HBO!
As crônicas de Gelo e Fogo: Guerra dos Tronos
As crônicas de Gelo e Fogo: Fúrias dos Reis
As crônicas de Gelo e Fogo: Dança dos Dragões
As crônicas de Gelo e Fogo: O festim dos Corvos
As crônicas de Gelo e Fogo: A tormenta das Espadas



 3. HARRY POTTER: quem não conhece hoje o bruxinho mais famoso dos últimos tempos, tenho certeza que a maioria dos leitores já viu pelos menos um filme da séria, agora, é a vez de ler os livros. As aventuras de Harry Potter na luta contra as trevas, uma lição sobre o poder da amizade, e em cada livro a emoção só aumenta.
Harry Potter e a Pedra filosofal
Harry Potter e a Câmara secreta
Harry Potter e o Prisioneiro de askaban
Harry Potter e o Cálice de fogo
Harry Potter e a Ordem da fênix
Harry Potter e o Enigma do príncipe - MEU FAVORITO
Harry Potter e as Relíquias da morte 




Acesse também: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/importancia-leitura-521213.shtml
                            http://www.estantevirtual.com.br/blogdaestante/2012/09/26/a-ciencia-comprova-ler-faz-bem-para-o-cerebro-conheca-outros-beneficios-da-leitura/


                                                                                                        Lais de Souza e Silva  

14 de abr. de 2013

Consumo de álcool e suas complicações

 O consumo de álcool e sua complicações

O etanol é formado por moléculas pequenas que são rápida e facilmente absorvidas pelo tubo digestivo. Parte do álcool presente em uma bebida é absorvida pelas paredes do estômago. Se o estômago estiver cheio, a comida reduz o contato do álcool com suas paredes e a absorção pode chegar a ser até seis vezes mais lenta do que se o estômago estiver vazio.
O álcool absorvido é metabolizado no fígado, onde é transformado em CO2 e H2O. Assim, é papel do fígado " se livrar" do álcool ingerido. No entanto, se a ingestão de álcool for mais rápida do que o fígado consegue metabolizá-lo, o teor de etanol no sangue irá subir. Sua atuação se dá principalmente no cérebro, onde, primeiramente, altera a razão em seguida a fala e a visão são afetadas. se a ingestão continuar, o próximo efeito é o da perda e coordenação motora. Finalmente, o individuo pode perder a consciência.
Se o consumo de bebida alcoólica for muito rápido e em grande quantidade, pode acontecer de o indivíduo estar com muito álcool no estômago no momento em que  perder a consciência. mesmo desmaiado, o nível de etanol no sangue continua a aumentar, podendo conduzir a morte.
O álcool não metabolizado pelo fígado é eliminado na urina e pelo ar expirado. Nisso se baseia o bafômetro, aparelho que mede o teor de álcool no ar expirado pela pessoa e, em função do resultado da medida, infere seu nível de embriaguez.
Outro risco se relaciona ao fato de algumas pessoas terem propensão para se tornar alcoólicos, ou seja, quimicamente dependentes de etanol. O uso do álcool por longos períodos provoca inúmeros problemas de saúde. O primeiro consiste na produção e na decomposição de gordura nesse órgão. a seguir, vem a hepatite alcoólica, que é uma inflamação do fígado. Ambos os problemas regridem se o consumo cessar e uma boa dieta alimentar for retomada. No entanto, se o consumo prosseguir, poderá desenvolver ao longo do tempo uma cirrose hepática, que consiste num acúmulo de proteínas fibrosas no fígado e que interferem em seu funcionamento. Como se trata de um órgão responsável por muitas reações químicas fundamentais á sobrevivência, a cirrose hepática é geralmente fatal.
Em quase todos os locais do Brasil há entidades, como a dos alcoólicos anônimos, que muito vêm auxiliando dependentes de álcool a se manter longe dele. Trata-se de uma tarefa especializada e altamente benemérita.

Bibliografia: TITO e CANTO, Química vol.3



                                                Letice Souza da silva- Estudante de Farmácia

8 de abr. de 2013

Inflamação

Sinais e sintomas da Inflamação



       Inflamação ou flogose é uma reação dos tecidos vascularizados a um agente agressor caracterizada morfologicamente pela saída de líquidos e de células do sangue para o interticio (espaço de uma célula pra outra).

Conceito: Conjunto de fenômenos bioquímicos, morfológicos e fisiológicos, sucessivos, ativos e complexos, pelos quais se enterioriza a reação vascular e tissular dos tecidos vivos a qualquer agressão.

Nomenclatura: termo designativo do local (órgão, tecido ou cavidade) afetado, acrescido do sufixo ITE.

Objetivo:
-Dominar, minimizar, enclausurar, neutralizar, destruir e eliminar a causa da agressão; e induzir a reparação (reposição de células e tecidos mortos por células sadias).
-Destruir o agente agressor, diluir o agente agressor, bloquear o agente agressor.

A Inflamação como uma resposta benéfica
Se não existisse o processo inflamatório, os microorganismos estariam livres para penetrar nas mucosas e feridas, ploriferar, disseminar e finalmente comprometer de tal forma o organismo hospedeiro que fatalmente o mataria.
Alem disso, se não existisse a inflamação, não existiria cicatrização de feridas nem cura e reparação das lesões.

A inflamação como uma resposta maléfica
O processo inflamatório interferi seriamente na função do organismo (órgão acometido).
Nesses casos, ocorre a perda do controle homeostático na resposta, assumindo a inflamação um papel destrutivo, maléfico ao organismo.
Ex: Cirrose hepática, artrite reumatoide, choque anafilático.

Causas: Tudo que possa agredir o organismo pode ser considerado como eventual agente etiológico da inflamação.

Classificação:
Endógenas: as derivadas de degeneração ou necroses, derivadas de alterações das respostas imunológicas.
Exógenas:
Agentes físicos: calor e frio, eletricidade, radiações.
Agentes químicos: Inorgânicos: cauticos, metais pesados, ácidos e álcalis fortes. Orgânicos: Exo e endotoxinas bacterianas, micotoxinas, venenos.
Agentes biológicos: -infecciosos: vírus, bactérias, fungos e protozoários. – parasitários: helmintos e artropode.


Sinais e sintomas da inflamação
Rubor
Calor
Tumor
Dor
Perda da função

Classificação da inflamação

Tempo (duração): A classificação quanto à duração é muito arbitraria:
Superaguda: de horas a dias;
Aguda: de dias e semanas;
Subaguda: de semanas a meses;
Cronica: de meses (>3 meses)

Carater: Varia de acordo com o tipo morfológico predominante da resposta inflamatória.

Inflamação exsudativa:

  • Serosa: Quando o exsudato produzido é viscoso, com alto teor de mucina, e cor e celularidade variável.
  • Mucosa ou catarral: Quando o exsudato produzido é viscoso, com alto teor de mucina, e cor e celularidade variável.
  • Purulenta ou supurada ou apostematosa: Quando o exsudato produzido é cremoso, amarelo-esverdeado, rico em PMN vivos e mortos (piocitos) e em células necróticas.

Furúnculo (sStaphylococcus aureus)
Pústula (diâmetro inferior ou igual a 5 mm)
Abscesso

  • Fibrinosa: Quando o exsudato produzido é filamentoso, rico em fibrina, com celularidade variável.
  • Hemorrágica: Quando o exsudato é avermelhado e rico em hemácias.
  • Mista: Quando ocorre o predomínio de 2 ou mais tipos de exsudatos, simultaneamente. ( muco purulento e muco hemorrágico)


Inflamação alterativa:

  • Erosina: Típica de epitélios de revestimento (pele e mucosas), com degeneração, necrose, e descamação restritas ao epitélio, não atingindo a submucosa.
  • Ulcerativa: Típica de epitélios de revestimentos (pele e mucosas), com degeneração, descamação epitelial e necrose profunda, ocorrendo solução de continuidade da mucosa, atingindo a submucosa e provocando frequentemente hemorragias.
  • Atrofiante ou hipotrofiante: Inflamação crônica, típica de mucosas e glândulas, com tendência à involução (diminuição do volume da função do tecido) com proliferação ou não de tecido conjuntivo fibroso e metaplasia escamosa.
  • Necrosante: Quando a necrose atinge grande parte do foco inflamatório, seja por ação do agente agressor (primaria) ou em consequência da própria reação inflamatória (secundaria).
  • Gangrenosa: Quando os tecidos inflamados e necrosados sofrem a ação de agentes exógenos, quase sempre consequência e agravamento de inflamações do tipo necrosante, em partes do organismo que se comunicam com o exterior (contato com ambiente contaminado).



Distribuição:

Focal: Quando atinge um único ou muito poucos pontos.
Multifocal: Quando atinge vários pequenos pontos, esparsamente,
Localmente extensiva ou extensiva local: Quando uma considerável área do órgão é atingida por lesões focais ou multifocais.
Difusa: Quando todo órgão é atingido, podendo apresentar variações localizadas na intensidade.

Intensidade:

Leve ou discreta: Quando o tecido ou órgão afetado tem sua função alterada levemente.
Moderada: Quando o tecido ou órgão afetado tem sua função alterada de modo a comprometer razoavelmente o organismo.
Grave ou severa: Quando o tecido ou órgão afetado seriamente o organismo como um todo, inclusive pondo em risco a vida.


Aula ministrada pela Profª Annalyz Costa

Qualquer dúvida comentem! :)

















Universitário: Railson Oliveira

6 de abr. de 2013

Tipagem Sanguínea e Fator Rh

COMO SABER O TIPO SANGUÍNEO DE UM INDIVÍDUO?

Através de um teste hematológico, de Tipagem sanguínea e Fator RH. Esse teste pode ser feito em lâminas, ou em tubos de ensaio.

Sendo o sangue uma porção líquida do meio interno que circula dentro de um sistema fechado de vasos denominado sistema circulatório. É constituído por um fluido no qual existem células em suspensão, moléculas e íons dissolvidos em água. Possui como característica as hemácias, que possuem a presença ou ausência de aglitinógenos (antígenos) que reagem com as aglutinas(anticorpos) presente no plasma. E com isso o sangue recebe a classificação do sistema ABO que existe os tipos sanguíneos: A, B, AB, e O sendo eles de Rh negativos ou positivos.
O princípio básico do teste: é a aglutinação observada a olho nu. Hemácias que possuem antígeno A aglutinam-se em presença de reagente anti-A; hemácias que possuem antígeno B, aglutinam-se em presença de reagente anti-B. Caso ocorra aglutinação para anti-A e anti-B o sangue será AB e se não aglutinar na presença dos dois é O, ou seja se agutinar somente o tubo que contém o anti-D, o tipo sanguíneo do indivíduo é O +, agora se não houver aglutinação em nenhum dos tubos o tipo sanguíneo é O - . Porque o anti-D indicará qual é o fator rh do paciente (positivo ou negativo), se aglutinar o anti-D é positivo, caso contrário é negativo.

Finalidade: É um teste para estabelecer qual tipo sanguíneo e fator Rh (positivo ou negativo) que um indivíduo possui.

Para realização do teste é necessário alguns materiais:
- Algodão
- Álcool
- Lanceta
- Lâmina
- Reagentes (anti-A, anti-B e anti-D)








Técnica em lâmina: Consiste em fazer a assepsia no dedo indicador do paciente e fazer um pequeno furo com uma lanceta, adquirir 3 gotas de sangue e colocar em uma lamina identificada com o nome do paciente, colocando os anti-A no A, anti-B no B e anti-D no D, homogeneizar e fazer a leitura.
Procedimento

1. Pegar o algoodão com álcool e passar no dedo do paciente, realizando assim a assepsia do mesmo.
2. Utilizando uma lanceta para fazer um furo do dedo do paciente.
3. Colocar 3 gotas de sangue em uma lamina devidamente identificada com o nome do paciente.
4. Colocar em cada gota de sangue os reagentes.
5. Na primeira gota colocar o reagente anti-A (que tem como cor azul) e homogeneizar, na segunda o reagente anti-B (cor amarelo), e no terceiro o anti-D (em color).
6. Homogeneizar bem e fazer a leitura.
Resultado

Tipo sanguíneo A+ ou A –
Na observação ao olho nu, se houver aglutinação na gota que foi colocado o anti-A o tipo sanguíneo é A, e também aglutinar a gota que contem o anti-D (fator Rh), o tipo sanguíneo do individuo é A + (positivo). Agora se o anti-D não aglutinar o tipo sanguíneo do individuo é A – (negativo).

Tipo sanguíneo B + ou B –
Se aglutinar a gota que contem o anti-B, e também a gota que contem anti-D. O tipo sanguíneo é B +(positivo). Agora aglutinou só a gota que contem o anti-B e não aglutinou mais nenhum nem anti-D, o tipo sanguíneo do individuo é B – (negativo).

Tipo sanguíneo AB + ou AB –
Se aglutinar a gota observada na lamina que contem o anti-A e também aglutinar a que contem anti-B, o tipo sanguíneo é AB, e se aglutinar as três gotas de sangue: anti-A, anti-B e anti-D será AB + (positivo). Agora se aglutinar só o anti-A e anti-B e não aglutinar anti-D será AB – (negativo). Porque lembrando que o anti-D é o fator Rh.

Tipo sanguíneo O + ou O –
Se aglutinar somente a gota de sangue que contem o anti-D é O+ (positivo). Agora se não aglutinar nenhuma das gotas, nem a gota que contem o anti-D, é porque o individuo é O – (negativo)





TÉCNICA EM TUBO DE ENSAIO:

1. Fazer a coleta de sangue em um tubo que contenha EDTA (anticoagulante) ou seja tubo lilás, levar para centrifuga e centrifugar o sangue por 5 minutos.
2. Pegar 3 tubos de ensaio e identificar os tubos, com o nome ou código do paciente. Nos mesmos tubos identificar também com as seguintes letras A, B, D.
3. Em outro tubo colocar 2 ml de soro fisiológico. E acrescentar 100 ul do sangue, e homogeneizar.
4. Colocar uma gota de reagente Anti – A (cor azul), no tubo identificado A, uma gota de reagente- B (cor amarelo) no tubo identificado B, e uma gota de reagente antii-D (transparente ou cinza) no tubo D
5. Colocar 100 ul da solução que foi homogeneizada, no tubo de ensaio A, B e D.
6. Após isso colocar para centrifugar por 15 segundos. Homogeneizar e fazer a leitura do resultado;

Resultado: Se aglutinar o tubo A e o tubo D, o resultado é: A+ (positivo)
Caso aglutine somente o tubo A, o resultado é: A – (negativo)
Se aglutinar o tubo B e o D, resultado é: B + (positivo). Se aglutinar somente o B, resultado é: B – (negativo).
Se aglutinar somente o Tubo D, o resultado é O + ( positivo). Porém se não aglutinar nenhum tubo o resultado é O – (negativo).

Espero terem gostado do conteudo!! Qualquer duvida comentem! ^^










Universitaria: Auricelia Costa